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25 de Setembro de 2017

Como os escritórios de advocacia podem e devem pensar nas redes sociais

Desmistificando as boas práticas para amplificar a presença online.

Alexandre Atheniense, Advogado
Publicado por Alexandre Atheniense
há 2 meses


Por Alexandre Atheniense

Profissionais do meio jurídico costumam reagir com certa desconfiança quando escritórios de advocacia e advogados se aventuram nas redes sociais com páginas no Facebook e perfis no Twitter. A desconfiança é saudável. Além das restrições impostas pelas normas da OAB à divulgação de serviços advocatícios, é difícil em muitos casos enxergar quais os benefícios de contar com perfis em canais sociais.

Não é possível ignorar, no entanto, que mesmo prestadores serviços altamente qualificados necessitam de uma presença, mesmo que mínima, na internet e redes sociais. Hoje em dia se alguém procura pelo seu nome na web e não encontra nada ou – pior – encontra apenas conteúdos produzidos por terceiros, é um sinal de que você não tem o controle sobre a reputação digital. Qualquer informação duvidosa, incorreta ou simplesmente mentirosa publicada online corre o risco de subir para o topo da primeira página do Google. Uma das maneiras mais eficazes de se defender de ataques contra a sua reputação e a de sua marca na internet é estar presente nas redes sociais de forma eficiente e com conteúdo relevante. E os escritórios e advogados estão, cada vez mais, acertadamente preocupados com a imagem online e a sua reputação digital.

Como, então, equilibrar a necessidade de manter uma presença nas mídias digitais com as particularidades do meio jurídico? A resposta, na maioria dos casos, é tratar o assunto com seriedade, estabelecer objetivos e montar uma estratégia eficiente.

Para começar a pensar em como estabelecer essa estratégia apresento um trecho de artigo de Alexandre Secco, da agência Medialogue Digital: “Algumas pessoas e empresas entendem que para estar presente na internet basta ter um site e uma página no Facebook ou outra rede social qualquer. Mas o que frequentemente acontece é que elas gastam tempo e torram dinheiro a troco de nada ou quase nada. É como se mandassem colocar sua foto e o logotipo em um outdoor espetado no deserto, onde ninguém passa e ninguém vê.”

Não é preciso investir em “pirotecnia” para ter uma presença digital relevante

Pior do que não ter um estratégia de comunicação online, portanto, é gastar os seus recursos em algo que não tem objetivos claros, consome e frustra a sua equipe e, em geral, simplesmente não funciona. Como, então, devemos abordar a questão?

“Construir uma presença na internet é como abrir uma loja na esquina. Quem levanta as portas espera atrair o maior número de pessoas, pretende que elas entrem, gostem, comprem, voltem e recomendem. Grosso modo, é a mesma finalidade de um site ou de uma fanpage no Facebook, ou vídeos no YouTube: atrair as pessoas, ajudá-las a encontrar o que desejam e construir vínculos que as façam voltar e recomendar seus produtos, suas ideias ou serviços. Vale para a Coca-Cola, para um vendedor de quinquilharias da China no Mercado Livre, para médicos, artistas, advogados e para o presidente da República. Nem todo mundo se deu conta, mas assim como na esquina, a competição é duríssima para todos (grandes ou pequenos) porque no mundo digital as tentações são muitas e o que está em disputa é um dos ativos mais valiosos de um ser humano nos dias de hoje: sua atenção! Na internet, a todo momento há um link convidando para uma experiência mais divertida, interessante, ou barata… Imagine o que é convencer uma criatura normal a gastar alguns minutos no Facebook de um escritório de advocacia. Difícil, quase impossível.

Um dos pontos mais importantes levantados pelo artigo, principalmente para empresas como escritórios de advocacia, é lembrar que não é preciso de pirotecnia para atuar de maneira eficiente nas redes sociais. “Ninguém precisa fazer malabarismos digitais para construir uma presença minimamente interessante, ou pelo menos útil na internet. Ninguém precisa de websites complexos. Ninguém precisa estar no Facebook, YouTube, Twitter, LinkedIn… O pessoal da agência adora falar das infinitas possibilidades criativas do Snapchat, de realidade virtual, big data e aplicativos. Essas coisas são realmente sensacionais, o problema é: quem paga a conta para manter a roda girando, produzindo conteúdo novinho e interessante a cada santo dia? No mundo real, em pouquíssimos casos se justifica o investimento de tempo e dinheiro para manter toda essa máquina de sites, aplicativos e redes sociais rodando de forma eficiente.”

Cinco pontos fundamentais para pensar em uma estratégia digital “pé no chão”

Gostaria de destacar os cinco pontos enumerados no artigo para construir uma estratégia eficiente e que condiz com os objetivos do seu negócio:

1. Defina seu propósito

Quando alguém faz um anúncio no jornal, geralmente quer vender ou dizer alguma coisa para um grupo definido de pessoas. Com seu site ou no Facebook vale o mesmo. É preciso definir o que você deseja conseguir.

2. Defina as pessoas com quer falar

O seu público é tão ou mais importante que o seu conteúdo. Considerando os seus objetivos, quem são as pessoas que quer atingir com a sua mensagem?

3. Defina os canais online mais adequados

Faz sentido para um escritório de advocacia ter um canal no YouTube? Na maioria dos casos a resposta é não.

4. Pense no seu conteúdo

Se você já sabe porque está na internet, com quem quer falar e onde vai veicular sua mensagem fica muito mais fácil pensar no conteúdo que terá que produzir.

5. Avalie o seu desempenho

Uma das vantagens da comunicação via internet é que é possível medir quase tudo e, consequentemente, ter uma ideia bastante precisa se seus esforços estão gerando frutos.

Com esses conceitos e ferramentas à mão fica muito mais simples definir uma estratégia digital objetiva que efetivamente serve ao seu negócio.

O artigo completo pode ser consultado aqui: http://bit.ly/comofazersucessonasredes

2 Comentários

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Parabéns adorei seu artigo! O ideal dessas páginas criada por advogados é sempre postar artigos que possam vivenciar situações do dia a dia. continuar lendo